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Hellboy – O Verme Vencedor [resenha]

11 September 2008 No Comment

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Com a estreia de Hellboy II – O Exercito Dourado nos cinemas, torna-se apropriado comentar de um dos trabalhos publicados com o personagem aqui no Brasil.

 

Mike Mignola é um ótimo exemplo de autor-artista.
O desenhista Californiano, nascido em 1962 teve seu começo na industria de quadrinhos como todo autor… em participações dentro de fanzines e em grandes editoras a partir de 1981, na Marvel Comics (casa dos X-Men, Homem-Aranha). Na concorrente desta, a DC Comics, o autor mostrou de sua grande personalidade gráfica em trabalhos memoráveis como Odisséia Cósmica, Batman 1888, entre outros. Seu traço antes muito influenciado por outros autores e muito limpo ganhava peso em sombras e estilização quase que impressionista, algo bem incomum nos quadrinhos de super-heróis. Isso só era um sinal, de algo que os fãs do gênero esperavam, mas ainda não acontecia. No inicio dos anos 90, com muitos autores famosos de quadrinhos se aventurando em trilhar projetos pessoais, Mignola criou Hellboy. Um personagem completamente atípico. Ele teria tudo para ser a antítese disso. Pois acima de qualquer motivação, ele é uma cria do inferno. Explico… Mike Mignola, que nunca escondeu seu grande interesse por mitologia, e pela literatura feita para dar sustos (seja em livros ou quadrinhos), ele juntou isso tudo num caldeirão e montou um personagem atípico. Juntando os rumores históricos de que durante a segunda guerra, os nazistas secretamente faziam experimentos com magia negra à fim de vencer o conflito que ocorria no mundo (rumor este explorado pelos cineastas George Lucas e Steven Spielberg no primeiro filme de Indiana Jones – Os Caçadores da Arca Perdida), estes conseguem criar um portal dimensional, do qual surge uma pequenina criatura… na verdade uma criança, de chifres, cauda e cascos… e uma grande mão direita, feita de pedra. No momento que este ser vinha ao mundo, e seria usado como arma de destruição pelo exercito alemão, seus oponentes na ocasião, ingleses e americanos, atacavam o local do experimento, e frustram a iniciativa ariana. Assim, a pequenina criatura é criada por um cientista, na medida em que a educa e cria, funda o Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal. Hellboy, como foi chamado desde pequeno, agora um adulto, juntamente com seus colegas de equipe, entre eles o carismático Abe Sapien (um humano mutante, meio homem, meio peixe) resolvem casos ultra-secretos, envolvendo paranormalidade, sobrenatural, etc (veja o filme, que saiu em 2004, e você verá melhor do que se trata).

Bom, esta introdução ao personagem e seu enredo é necessária para uma melhor compreensão e lazer ao ler HELBOY – O VERME VENCEDOR, lançado pela Mythos Editora. Vemos nessa história, escrita e desenhada por Mignola, ação, mitologia, e um terror visual marcante. Mas não é um quadrinhos de terror explícito, com víceras voando, pessoas sangrando aos borbotões… O traço do autor é bonito, e de tão simples, chega a impressionar. Criando atmosfera com sombras planas, e cores sem degrades, seu trabalho é único, e de uma narrativa envolvente. Nesta edição, Hellboy vai a uma ultima missão do Bureau. “Última” porque ele tem (contra a vontade, à mando de seus superiores), em suas mãos, a vida de um colega, e ele recusa a seguir as ordens. Além disso, ele começa a notar que todos os casos que esteve resolvendo estiveram, de alguma forma, direta ou indiretamente, relacionados a representação misteriosa de um poder desconhecido de sua “mão de pedra”. Ele está em busca de explicações.
Uma misteriosa trama, recheada de referências históricas (este especial passa-se na Áustria) e trechos de contos literários (aqui belas passagens do escritor Edgard Alan Poe).
Quadrinho introspectivo, para os fãs do gênero. Talvez por ter muito de sua trama girando em torno do universo das HQs do personagem, possa parecer um tiro no escuro ao novo leitor… mas é um bom convite para conhecer a saga deste herói (Mignola não gosta de defini-lo com um super-herói, pois ele, apesar das características citadas antes, é um sujeito como todos nós, com defeitos e qualidades, e que tem dos outros uma visão concebida simplesmente baseada pela sua aparência.

São 148 páginas, em cores, capa cartonada, à R$: 24,90. Mas (e assa dica vai principalmente para os internautas do Rio Grande do Sul) algumas bancas estão vendendo esse excelente album por somente R$: 9,90. Visite sua loja de quadrinhos/revistaria preferida… de repente vc encontará um exemplar usado, pois a publicação foi lançada a algum tempo atras.

Ah, sim, e no termino do álbum, diversos esboços do autor, com o processo criativo dos personagens da história.

Daniel HDR
Coordenador e Instrutor do Curso Dinamo HQ

 

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Leia também:

  1. Hellboy II – O Exército de Ouro [resenha]

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